Editores da série MOC Antonio C. Buzaid - Fernando C. Maluf - Carlos H. Barrios
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Editor-convidado Caio Max S. Rocha Lima
Em 3 de dezembro de 2025, o Food and Drug Administration (FDA) concedeu aprovação regular a pirtobrutinibe para o tratamento de pacientes adultos com leucemia linfocítica crônica ou linfoma linfocítico pequeno (LLC/LLP) recidivados ou refratários, previamente tratados com um inibidor covalente da tirosina quinase de Bruton (BTK). A decisão regulatória baseou-se em dados confirmatórios que sucederam a aprovação acelerada concedida em 2023, quando o fármaco havia sido autorizado para pacientes com LLC/LLP expostos a ≥ 2 linhas prévias de tratamento, incluindo um inibidor de BTK e um inibidor de BCL-2, consolidando agora seu uso em um cenário mais amplo de doença previamente tratada. A eficácia e a segurança foram avaliadas no estudo BRUIN-CLL-321, um ensaio clínico randomizado, aberto e com controle ativo, que incluiu 238 pacientes adultos com LLC/LLP previamente tratados, todos com exposição obrigatória a um inibidor covalente de BTK. Pacientes previamente tratados com inibidores não covalentes de BTK não foram permitidos. Dos 238 pacientes randomizados, 119 receberam monoterapia com pirtobrutinibe, 82 receberam idelalisibe associado a rituximabe (IR) e 37 bendamustina com rituximabe (BR). A idade mediana foi de 67 anos, 70% eram do sexo masculino, o status de ECOG basal era 0 ou 1 em 93% dos pacientes e 46% apresentavam doença em estágio Rai III ou IV. Quarenta e quatro por cento apresentavam deleção 17p e/ou mutação TP53, 69% tinham IGHV não mutado e 41% cariótipo complexo. Os pacientes receberam uma mediana de 3 linhas prévias, 51% haviam recebido previamente terapia com inibidor de BCL2. Os inibidores de BTK mais comuns previamente utilizados foram ibrutinibe (87%), acalabrutinibe (16%) e zanubrutinibe (7%). Setenta e um por cento dos pacientes descontinuaram o inibidor de BTK mais recente por doença refratária ou progressiva, 17% descontinuaram por toxicidade e 10% descontinuaram por outros motivos. Foi permitido crossover para pirtobrutinibe após progressão documentada no braço controle. O desfecho primário foi a sobrevida livre de progressão, avaliada por um comitê independente segundo os critérios iwCLL 2018, com mediana de 11,2 meses no braço pirtobrutinibe versus 8,7 meses no braço controle (HR=0,58; IC de 95%: 0,38-0,89; p=0,0105). A taxa de resposta objetiva, por iwCLL 2018, foi de 31,1% com pirtobrutinibe e 39,4% no braço controle. Em análise atualizada, com seguimento mediano de 19,8 meses, o HR para sobrevida global foi de 1,09 (IC de 95%: 0,68-1,75), em um contexto de crossover substancial. A taxa de eventos adversos graves com pirtobrutinibe foi de 47% e a descontinuação por eventos adversos ocorreu em 17% dos pacientes. O perfil de segurança incluiu eventos adversos relacionados a infecções, hemorragias, citopenias, arritmias cardíacas, neoplasias primárias secundárias, hepatotoxicidade e toxicidade embriofetal.

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